quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Esquizofrenia de um jeito simples de entender


O que é?

Apesar da exata origem não estar concluída, as evidências indicam mais e mais fortemente que a esquizofrenia é um severo transtorno do funcionamento cerebral. A Dra Nancy Andreasen disse: "As atuais evidências relativas às causas da esquizofrenia são um mosaico: a única coisa clara é a constituição multifatorial da esquizofrenia. Isso inclui mudanças na química cerebral, fatores genéticos e mesmo alterações estruturais. A origem viral e traumas encefálicos não estão descartados. A esquizofrenia é provavelmente um grupo de doenças relacionadas, algumas causadas por um fator, outras, por outros fatores".

A questão sobre a existência de várias esquizofrenias e não apenas uma única doença não é um assunto novo. Primeiro, pela diversidade de manifestações como os sub-tipos paranóide, hebefrênico e catatônico além das formas atípicas,que são conhecidas há décadas. Segundo, por analogia com outras áreas médicas como o câncer. O câncer para o leigo é uma doença que pode atingir diferentes órgãos. Na verdade trata-se de várias doenças com manifestação semelhante. Para cada tipo de câncer há uma causa distinta, um tratamento específico em chances de cura distintas. São, portanto, várias doenças. Na esquizofrenia talvez seja o mesmo e o simples fato de tratá-la como uma doença só que atrapalha sua compreensão.Poucos sabemos sobre essa doença. O máximo que conseguimos foi obter controle dos sintomas com os antipsicóticos. Nem sua classificação, que é um dos aspectos fundamentais da pesquisa, foi devidamente concluída.



Como Começa?

A esquizofrenia pode desenvolver-se gradualmente, tão lentamente que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem que algo vai errado: só quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam. O período entre a normalidade e a doença deflagrada pode levar meses.

Por outro lado há pacientes que desenvolvem esquizofrenia rapidamente, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda seu comportamento e entra no mundo esquizofrênico, o que geralmente alarma e assusta muito os parentes.

Não há uma regra fixa quanto ao modo de início: tanto pode começar repentinamente e eclodir numa crise exuberante, como começar lentamente sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica.
Geralmente a esquizofrenia começa durante a adolescência ou quando adulto jovem. Os sintomas aparecem gradualmente ao longo de meses e a família e os amigos que mantêm contato freqüente podem não notar nada.

É mais comum que uma pessoa com contato espaçado por meses perceba melhor a esquizofrenia desenvolvendo-se. Geralmente os primeiros sintomas são a dificuldade de concentração, prejudicando o rendimento nos estudos; estados de tensão de origem desconhecida mesmo pela própria pessoa e insônia e desinteresse pelas atividades sociais com conseqüente isolamento. A partir de certo momento, mesmo antes da esquizofrenia ter deflagrado, as pessoas próximas se dão conta de que algo errado está acontecendo. Nos dias de hoje os pais pensarão que se trata de drogas, os amigos podem achar que são dúvidas quanto à sexualidade, outros julgarão ser dúvidas existenciais próprias da idade. Psicoterapia contra a vontade do próprio será indicada e muitas vezes realizada sem nenhum melhora para o paciente.

A permanência da dificuldade de concentração levará à interrupção dos estudos e perda do trabalho. Aqueles que não sabem o que está acontecendo, começam a cobrar e até hostilizar o paciente que por sua vez não entende o que está se passando, sofrendo pela doença incipiente e pelas injustiças impostas pela família. É comum nessas fases o desleixo com a aparência ou mudanças no visual em relação ao modo de ser, como a realização de tatuagens, piercing, cortes de cabelo, indumentárias estranhas e descuido com a higiene pessoal. Desde o surgimento dos hippies e dos punks essas formas estranhas de se apresentar, deixaram de ser tão estranhas, passando mesmo a se confundirem com elas. O que contribui ainda mais para o falso julgamento de que o filho é apenas um "rebelde" ou um "desviante social".

Muitas vezes não há uma fronteira clara entre a fase inicial com comportamento anormal e a esquizofrenia propriamente dita. A família pode considerar o comportamento como tendo passado dos limites, mas os mecanismos de defesa dos pais os impede muitas vezes de verem que o que está acontecendo; não é culpa ou escolha do filho, é uma doença mental, fato muito mais grave.

A fase inicial pode durar meses enquanto a família espera por uma recuperação do comportamento. Enquanto o tempo passa os sintomas se aprofundam, o paciente apresenta uma conversa estranha, irreal, passa a ter experiências diferentes e não usuais o que leva as pessoas próximas a julgarem ainda mais que o paciente está fazendo uso de drogas ilícitas. É possível que o paciente já esteja tendo sintomas psicóticos durante algum tempo antes de ser levado a um médico.

Quando um fato grave acontece não há mais meios de se negar que algo muito errado está acontecendo, seja por uma atitude fisicamente agressiva, seja por tentativa de suicídio, seja por manifestar seus sintomas claramente ao afirmar que é Jesus Cristo ou que está recebendo mensagens do além e falando com os mortos. Nesse ponto a psicose está clara, o diagnóstico de psicose é inevitável. Nessa fase os pais deixam de sentir raiva do filho e passam a se culpar, achando que se tivessem agido antes nada disso estaria acontecendo, o que não é verdade. Infelizmente o tratamento precoce não previne a esquizofrenia, que é uma doença inexorável. As medicações controlam parcialmente os sintomas: não normalizam o paciente. Quando isso acontece é por remissão espontânea da doença e por nenhum outro motivo.


O Diagnóstico

Não há um exame que diagnostique precisamente a esquizofrenia, isto depende exclusivamente dos conhecimentos e da experiência do médico, portanto é comum ver conflitos de diagnóstico. O diagnóstico é feito pelo conjunto de sintomas que o paciente apresenta e a história como esses sintomas foram surgindo e se desenvolvendo. Existem critérios estabelecidos para que o médico tenha um ponto de partida, uma base onde se sustentar, mas a maneira como o médico encara os sintomas é pessoal. Um médico pode considerar que uma insônia apresentada não tenha maior importância na composição do quadro; já outro médico pode considerá-la fundamental. Assim os quadros não muito definidos ou atípicos podem gerar conflitos de diagnóstico.


Como reconhecer a esquizofrenia ainda no começo?

O reconhecimento precoce da esquizofrenia é uma tarefa difícil porque nenhuma das alterações é exclusiva da esquizofrenia incipiente; essas alterações são comuns a outras enfermidades, e também a comportamentos socialmente desviantes mas psicologicamente normais . Diagnosticar precocemente uma insuficiência cardíaca pode salvar uma vida, já no caso da esquizofrenia a única vantagem do diagnóstico precoce é poder começar logo um tratamento, o que por si não implica em recuperação. O diagnóstico precoce é melhor do que o diagnóstico tardio, pois tardiamente muito sofrimento já foi imposto ao paciente e à sua família, coisa que talvez o tratamento precoce evite. O diagnóstico é tarefa exclusiva do psiquiatra, mas se os pais não desconfiam de que uma consulta com este especialista é necessária nada poderá ser feito até que a situação piore e a busca do profissional seja irremediável. Qualquer pessoa está sujeita a vir a ter esquizofrenia; a maioria dos casos não apresenta nenhuma história de parentes com a doença na família. Abaixo estão enumeradas algumas dicas: como dito acima, nenhuma delas são características mas servem de parâmetro para observação.

* Dificuldade para dormir, alternância do dia pela noite, ficar andando pela casa a noite, ou mais raramente dormir demais
* Isolamento social, indiferença em relação aos sentimentos dos outros
* Perda das relações sociais que mantinha
* Períodos de hiperatividade e períodos de inatividade
* Dificuldade de concentração chegando a impedir o prosseguimento nos estudos
* Dificuldade de tomar decisões e de resolver problemas comuns
* Preocupações não habituais com ocultismos, esoterismo e religião
* Hostilidade, desconfiança e medos injustificáveis
* Reações exageradas às reprovações dos parentes e amigos
* Deterioração da higiene pessoal
* Viagens ou desejo de viajar para lugares sem nenhuma ligação com a situação pessoal e sem propósitos específicos
* Envolvimento com escrita excessiva ou desenhos infantis sem um objetivo definido
* Reações emocionais não habituais ou características do indivíduo
* Falta de expressões faciais (Rosto inexpressivo)
* Diminuição marcante do piscar de olhos ou piscar incessantemente
* Sensibilidade excessiva a barulhos e luzes
* Alteração da sensação do tato e do paladar
* Uso estranho das palavras e da construção das frases
* Afirmações irracionais
* Comportamento estranho como recusa em tocar as pessoas, penteados esquisitos, ameaças de auto-mutilação e ferimentos provocados em si mesmo
* Mudanças na personalidade
* Abandono das atividades usuais
* Incapacidade de expressar prazer, de chorar ou chorar demais injustificadamente, risos imotivados
* Abuso de álcool ou drogas
* Posturas estranhas
* Recusa em tocar outras pessoas

Nenhum desses sinais por si comprovam doença mental, mas podem indicá-la. Pela faixa etária esses sinais podem sugerir envolvimento com drogas, personalidade patológica ou revolta típica da idade. Diferenciar a esquizofrenia do envolvimento com drogas pode ser feito pela observação da preocupação constante com dinheiro, no caso de envolvimento com drogas, coisa rara na esquizofrenia. A personalidade patológica não apresenta mudanças no comportamento, é sempre desviante, desde as tenras idades. Na esquizofrenia incipiente ainda que lentamente, ocorre uma mudança no curso do comportamento da pessoa, na personalidade patológica não. Na revolta típica da adolescência sempre haverá um motivo razoável que justifique o comportamento, principalmente se os pais tiverem muitos conflitos entre si.


A Família do esquizofrênico

O paciente esquizofrênico sofre intensamente com sua condição e sua família também, não há como isto ser evitado. Infelizmente os programas político-sociais de reinserção dos doentes mentais na sociedade simplesmente ignoram o sofrimento e as necessidades da família, que são enormes. Esta é vista como desestruturada, fria, indiferente ou mesmo hostil ao paciente. Da mesma forma que o paciente esquizofrênico sofre duas vezes, pela doença e pelo preconceito, a família também sofre duas vezes, com a doença do filho e com a discriminação e incompreensão sociais. Num país pobre como o Brasil, a assistência à família do esquizofrênico tem que ser um programa governamental indispensável, para que se possa preservar o desempenho social (estudo, trabalho, profissão) dos parentes dos pacientes esquizofrênicos. O nível de recuperação que se tem com o tratamento da esquizofrenia é muito baixo; os irmãos saudáveis desses pacientes devem ser amparados para não terem suas vidas impedidas de se desenvolver por causa da esquizofrenia de um irmão.

A título de reumanização do tratamento dos esquizofrênicos, pretende-se fechar os hospitais psiquiátricos alocando-os para outros serviços que não incluem atendimento às necessidades dos parentes dos esquizofrênicos. Como está, esse projeto não apenas piorará a situação do paciente, como também de sua família.

Os problemas que geralmente ocorrem na família dos esquizofrênicos são os seguintes:

* Pesar... "Sentimos como se tivéssemos perdido nosso filho"
* Ansiedade... "Temos medo de deixá-lo só ou de ferir seus sentimentos"
* Medo... "Ele poderá fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas?"
* Vergonha e culpa... "Somos culpados disso? O que os outros pensarão?"
* Sentimento de isolamento... "Ninguém nos compreende"
* Amargura... "Por que isso aconteceu conosco?"
* Depressão... "Não consigo falar nisso sem chorar?"
* Negação da doença... "Isso não pode acontecer na nossa família"
* Negação da gravidade... "Isso daqui a pouco passa"
* Culpa recíproca... "Não fosse por aquele seu parente esquisito..."
* Incapacidade de pensar ou falar de outra coisa que não seja a doença... "Toda nossa vida gira em torno do nosso filho doente"
* Problemas conjugais... "Minha relação com meu marido tornou-se fria, sinto-me morta por dentro"
* Separação... "Não agüento mais minha mulher"
* Preocupação em mudar-se... "Talvez se nos mudarmos para outro lugar as coisas melhorem"
* Cansaço... "Envelheci duas vezes nos últimos anos"
* Esgotamento... "Sinto-me exausto, incapaz de fazer mais nada"
* Preocupação com o futuro... "O que acontecerá quando não estivermos presentes, o que será dele?"
* Uso excessivo de tranqüilizantes ou álcool... "Hoje faço coisas que nunca tinha feito antes"
* Isolamento social... "As pessoas até nos procuram, mas não temos como fazer os programas que nos propõem"
* Constante busca de explicações... "Será que isso aconteceu por algo que fizemos para ele?"
* Individualização... "Não temos mais vida familiar"
* Ambivalência... "Nós o amamos, mas para ficar assim preferíamos que se fosse..."



(fonte:www.psicosite.com.br)

Esquizofrenia


Esquizofrénicos apresentam mutações genéticas únicas


Chicago, 28 Mar (Lusa) - Os esquizofrénicos apresentam um grande número de raras mutações genéticas que interrompem o desenvolvimento cerebral, segundo um estudo hoje publicado na revista Science.
As pessoas que padecem desta grave doença mental têm três a quatro vezes mais anomalias genéticas raras do que as pessoas sãs, e estas mutações afectam os genes que regulam o funcionamento do cérebro.
Estas anomalias podem consistir na supressão ou na duplicação de cadeias de ADN e diferem segundo os doentes, sendo que as marcas genéticas da doença são diferentes entre si e únicas para cada doente.
“Supomos que a maior parte das pessoas que sofrem de esquizofrenia têm a doença por uma razão genética diferente”, afirma Mary-Claire King, professora das Ciências do Genoma, na Universidade do Estado de Washington, em Seatle, que colaborou neste estudo.
A esquizofrenia é uma doença mental crónica que afecta um por cento da população.
Os doentes sofrem de alucinações, ilusões, sentimentos de perseguição e pensamentos desorganizados, podendo alguns destes sintomas ser tratados com neurolépticos mas não podendo ser curados.
Os estudos precedentes estabeleciam que a origem da doença estava ligada a um conjunto de mutações genéticas correntes.
No entanto, este novo estudo vem sugerir que a assinatura genética da esquizofrenia, tal como a do autismo, é mais complexa do que se pensava até agora e implica uma dezena, ou até mesmo uma centena, de genes, cujo funcionamento foi interrompido por duplicações ou supressões no ADN.



Fonte :http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=926897

Esquizofrenia


Identificada zona responsável pelas alucinações auditivas em esquizofrenicos

Uma equipa de cientistas franceses identificou uma anomalia na região cerebral que conduz a alucinações auditivas, sintoma típico de esquizofrenia.
De acordo com os cientistas, existem dois tipos de alucinações auditivas na esquizofrenia: uma em que os pacientes ouvem vozes interiores (dentro da cabeça) e uma outra em que a alucinação auditiva vem do exterior.
Os cientistas do instituto francês CEA- Inserm, em conjunto com psiquiatras, avaliaram, através de imagens de ressonância magnética, a anatomia cerebral de 27 pacientes com esquizofrenia (12 deles ouviam apenas vozes exteriores e 15 ouviam apenas vozes interiores) e compararam os dados com os de um grupo de pessoas que nao sofriam da doença.
Em comparação com os voluntários sem a doença, nos cerebros dos doentes com esquizofrenia foi identificada uma irregularidade na região envolvida na localização espácio-auditiva (cortéx temporo-parietal do hemisfério direito do cérebro). Essa anomalia ocorre durante o terceiro trimestre da gravidez nos pacientes com a doença, a união entre os dois sulcos corticais está, naqueles que ouvem vozes exteriores, deslocada para a parte da frente do cérebroe, nos que ouvem vozes interiores, ela está situada na parte de trás do cérebro. Deste modo, e segundo os cientistas, esta é mais uma prova de que a esquizofrenia é uma doença provocada por uma diferença anatómica do cérebro.
Fonte:
http://portal.alert-online.com/?key=680B3D50093A6A002E42140A321A2A5C0B683E0A7607517B6F5A7C
PUBLICADA POR UMA MENTE INCONSTANTE EM 12/11/2009 09:35:00 PM

Esquizofrenia


Familiares de doentes com esquizofrenia são um importante factor anti-estigma

Estudo do Grupo de Investigação em Reabilitação Psiquiátrica do Serviço de Psiquiatria do Hospital de São João revela que os familiares de doentes com esquizofrenia contribuem pouco para o estigma social face à doença, no entanto consideram que os vizinhos poderão correr riscos.
“A relação da pessoa doente com os outros é o que mais preocupa os familiares dos doentes com esquizofrenia. Sentem-se seguros na sua relação directa com a pessoa doente, mas a vizinhança poderá correr mais riscos”, explica a coordenadora do estudo, Sara de Sousa.
Sara de Sousa conclui que “apesar dos familiares manifestarem atitudes positivas e pouco estigmatizantes para com os doentes, apresentam alguns indícios de estigma encoberto, no que diz respeito às relações da pessoa doente com os outros, que não familiares”.
“O estigma pode contribuir para a não adesão ao processo de tratamento e diminuir o potencial de recuperação do doente, podendo levar à recaída, com um forte impacto negativo na relação dos doentes consigo próprios, com a sua família e comunidade. Segundo as últimas directrizes (2009) da Associação Britânica de Psiquiatria, a Psicoeducação Familiar é uma das intervenções mais eficazes no processo de tratamento da Esquizofrenia, sendo um caminho a seguir nos nossos serviços”, alerta a terapeuta ocupacional.
No geral, os resultados do inquérito aos familiares sugerem que:• Não atribuem às pessoas com esquizofrenia a responsabilidade de estarem doentes;• Mostram preocupação e grande disponibilidade para ajudar;• Valorizam a toma da medicação e a assiduidade ao tratamento;• Não evitam dos doentes; não sentem medo e não os consideram perigosos;• O sentimento de pena está muito presente.
O estudo “Estigma nos familiares de pessoas com doença mental grave” foi levado a cabo junto de 40 familiares dos doentes da Unidade de Psiquiatria Comunitária e dos Hospitais de Dia do Serviço de Psiquiatria do Hospital de S. João.





Fontes:


http://www.jornaldelousada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=475&Itemid=118

Esquizofrenia


Mitos e verdades sobre a esquizofrenia


1. Nínguem se cura da esquizofrenia - a gravidade da doença varia de leve a grave. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a possibilidade de recuperação;

2. Portadores de esquizofrenia são violentos e perigosos - pessoas com esquizofrenia podem ter momentos de agressividade, quando em crise, mas em condições normais não são violentas.

3. Esquizofrenia é uma doença contagiosa - ela não é contagiosa embora a sua causa não esteja esclarecida, mas está relacionada com o funcionamento do cérebro.

4. A esquizofrenia é causada pelo tipo de criação recebida pelos pais - apesar da criação ser importante para todos, a esquizofrenia não está relacionada com isso.

5. Portadores de esquizofrenia não podem trabalhar - o trabalho ajuda no tratamento. Quando a doença afectar muito uma pessoa, trabalhos em ambientes protegidos, que respeitem as dificuldades da pessoa, podem ser os mais indicados. A inactividade deixará a pessoa ainda mais isolada.

Esquizofrenia


Como é que o cérebro de um esquizofrénico desenvolve a quarta dimensão?


A esquizofrenia adopta vários sintomas: vozes atormentantes que provém de janelas ou paredes e ilusões em que os doentes perdem a sensação de controlo dos seus próprios corpos e pensamentos. Porém, poderão ser todos esses problemas causados por um "relógio interno defeituoso"?A esquizofrenia parece afectar a percepção do tempo. Se se mostrar a um indivíduo esquizofrénico um flash luminoso e um som, separados por um intervalo de tempo de um décimo de segundo, o indivíduo tem certamente dificuldades em perceber qual foi mostrado primeiro. Alguns esquizofrénicos prezam também o passar do tempo de forma menos precisa do que as pessoas saudáveis. Estudos indicam que ao desregular os "relógios internos" de pessoas saudáveis, conseguem ser criados os sintomas e as ilusões associadas à esquizofrenia.Essa inconsciência relativa ao tempo, pode alterar a percepção em termos de acções para os esquizofrénicos, levando a que estes por vezes não tenham controlo relativamente ao seu próprio corpo.


Fonte:
http://www.newscientist.com/article/mg20427311.300-timewarp-how-your-brain-creates-the-fourth-dimension.html?page=4


Pesquisa comprova: chocolate faz bem ao coração

Alimento reduz aparecimento de doenças cardiovasculares e também os riscos de derrame, mas vale o alerta: em exagero, contribuiu para a obesidade


Agora é oficial: comer chocolate protege o coração (Medioimages/Photodisc)

Comer chocolate faz bem ao coração. Ao menos é o que indica uma pesquisa apresentada nesta segunda-feira no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Paris. De acordo com o estudo, o consumo do alimento está associado à redução, em um terço, dos riscos de doenças cardíacas. Além de reduzir em 37% as chances de males do coração, a ingestão de chocolate faz cair em 29% os riscos de acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. Os especialistas alertam, porém, que o consumo deve ser feito com cautela - já que o chocolate pode levar à obesidade.

Pesquisas recentes já vinham mostrando que o consumo de chocolate tem uma influência positiva na saúde, em função de suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Isso incluiria a redução da pressão sanguínea e uma melhora na sensibilidade à insulina (um dos estágios de desenvolvimento do diabetes). As evidências de como o chocolate afetaria o coração, no entanto, ainda permaneciam obscuras.

Pesquisa - Para responder a essa pergunta, uma equipe da Universidade de Cambridge, coordenada por Oscar Franco, realizou um revisão em larga escala de evidências existentes até aqui. Eles pretendiam descobrir como o chocolate influenciaria problemas cardiovasculares, como o infarte e o derrame. Foram analisados os resultados de sete estudos anteriores, que envolviam mais de 100.000 participantes - que podiam ou não ter problemas cardíacos. Os dados foram divididos entre os grupos de pacientes que apresentavam o maior e o menor consumo de choocolate.

Dos sete estudos analisados, cinco apontaram uma relação benéfica entre o alto consumo de chocolate e os riscos cardiovasculares. Não foi encontrada nenhuma redução significativa em relação à insuficiência cardíaca e nem houve diferenciação do tipo de chocolate – como o ao leite ou amargo. A pesquisa incluiu o consumo de barras de chocolate, bebidas, biscoitos e sobremesas.

Precaução – De acordo com os pesquisadores, os resultados devem ser interpretados com cuidado. Isso se deve ao fato de que o chocolate vendido comercialmente hoje é muito calórico – cerca de 500 calorias para cada 100 gramas. O consumo exagerado pode levar ao ganho de peso, o que pode acabar facilitando o aparecimento de problemas como diabetes e doenças cardíacas.